Saudações, corações valentes. Hoje não vou falar de games, mas de algo muito pessoal. Uma "homenagem" a uma amiga.
Eu quero lhe perguntar algo:
Você está vivendo de verdade? Ou só acha que está? Ou pior, está apenas sobrevivendo?
Alguns anos atrás, conheci uma amiga na comunidade. Animada, gentil, brincalhona… uma daquelas pessoas que todo mundo adora. Ela sempre aparecia no meu canal, comentando, perguntando como eu estava, zoando minha barba. Sempre presente.
Numa live, onde só estávamos nós dois, ela me contou, nas entrelinhas, que estava com uma doença grave. Falou que tentaria um último tratamento, mas se não desse certo, desapareceria da internet. Para sempre. E todos sabem o que isso significa.
Quando ela me contou, eu tentei animá-la, disse que tudo ia dar certo. Mas por dentro… Nada mudou. E já é como se eu estivesse vivendo um luto por algo que nem aconteceu, que talvez nem aconteça. Estranho.
Não sei qual é sua religião, leitor, mas eu sou cristão, e me pergunto:
"Por que isso acontece com pessoas boas? É consequência do pecado original? Obra de Satanás, que rouba a saúde dos bons?"
Às vezes, nem quero saber. Acho que a verdade vai me assustar.
Alguém já me disse que “Deus leva as melhores pessoas mais cedo porque as quer perto Dele”. Eu não sei o que pensar.
Parece egoísmo, mas quem não gostaria de ter as melhores pessoas por perto?
Eu tenho projetos inacabados, alguns com personagens inspirados nela. Todos estão perdidos, mas talvez eu devesse retomá-los (ou melhor, recriá-los) em homenagem a ela. Este momento não pode passar em branco. Memórias fúnebres? Talvez. Mas também pode ser um projeto que seja em comemoração à cura dela... Depende do que vai acontecer. Mas eu tenho medo do que pode acontecer, muito medo.
Ela me disse que já está feliz por ter chegado aos vinte anos, mesmo quando os médicos não acreditavam que viveria tanto. E eu, com saúde, família, comida e teto, muitas vezes me sinto insatisfeito, infeliz. Enquanto ela, com tão pouco, encontra alegria nas coisas mais simples. Isso não é justo.
“Será que estou aproveitando minha vida? Estou desperdiçando oportunidades que ela queria tanto ter?”
Penso nisso com nojo de mim mesmo.
Não sei como terminar este texto. Então termino assim, de forma brusca, perguntando a você, leitor, com a pergunta que tem me assombrado desde então: você está aproveitando sua vida?
Eu quero lhe perguntar algo:
Você está vivendo de verdade? Ou só acha que está? Ou pior, está apenas sobrevivendo?
Alguns anos atrás, conheci uma amiga na comunidade. Animada, gentil, brincalhona… uma daquelas pessoas que todo mundo adora. Ela sempre aparecia no meu canal, comentando, perguntando como eu estava, zoando minha barba. Sempre presente.
Numa live, onde só estávamos nós dois, ela me contou, nas entrelinhas, que estava com uma doença grave. Falou que tentaria um último tratamento, mas se não desse certo, desapareceria da internet. Para sempre. E todos sabem o que isso significa.
Quando ela me contou, eu tentei animá-la, disse que tudo ia dar certo. Mas por dentro… Nada mudou. E já é como se eu estivesse vivendo um luto por algo que nem aconteceu, que talvez nem aconteça. Estranho.
Não sei qual é sua religião, leitor, mas eu sou cristão, e me pergunto:
"Por que isso acontece com pessoas boas? É consequência do pecado original? Obra de Satanás, que rouba a saúde dos bons?"
Às vezes, nem quero saber. Acho que a verdade vai me assustar.
Alguém já me disse que “Deus leva as melhores pessoas mais cedo porque as quer perto Dele”. Eu não sei o que pensar.
Parece egoísmo, mas quem não gostaria de ter as melhores pessoas por perto?
Eu tenho projetos inacabados, alguns com personagens inspirados nela. Todos estão perdidos, mas talvez eu devesse retomá-los (ou melhor, recriá-los) em homenagem a ela. Este momento não pode passar em branco. Memórias fúnebres? Talvez. Mas também pode ser um projeto que seja em comemoração à cura dela... Depende do que vai acontecer. Mas eu tenho medo do que pode acontecer, muito medo.
Ela me disse que já está feliz por ter chegado aos vinte anos, mesmo quando os médicos não acreditavam que viveria tanto. E eu, com saúde, família, comida e teto, muitas vezes me sinto insatisfeito, infeliz. Enquanto ela, com tão pouco, encontra alegria nas coisas mais simples. Isso não é justo.
“Será que estou aproveitando minha vida? Estou desperdiçando oportunidades que ela queria tanto ter?”
Penso nisso com nojo de mim mesmo.
Não sei como terminar este texto. Então termino assim, de forma brusca, perguntando a você, leitor, com a pergunta que tem me assombrado desde então: você está aproveitando sua vida?
