Olá Condado!
Segue abaixo o primeiro relatório sobre o projeto: A utilização de RPG em sala de aula e nos laboratório de Informática
Introdução
Atualmente, o uso de computadores está se tornando cada vez mais frequente nas Escolas Estaduais. Entretanto a implementação dessas tecnologias da informação (TI) na escola apresentam muitas dificuldades, dentre as quais podemos citar: falta de formação, tanto técnicas quanto pedagógica, por parte de professores, no uso do computador, infraestrutura além das necessidades e pouca disponibilidade de material didático que utilize essas tecnologias e também receio por parte da direção que não confiam nos alunos em preservar o equipamento. Essas dificuldades apresenta grande impacto sobre a eficácia do uso do computador como ferramenta de auxílio e melhoria no processo de ensino-aprendizagem. Dentre os softwares utilizados em educação, os Jogos Educativos podem ser um meio de passar por essas dificuldades, assumindo um importante papel na plena utilização das possibilidades educacionais do computador. No entanto como afirmou Luciano Meira, professor de psicologia da UFPE (universidade Federal de Pernambuco) "Os jogos comerciais oferecem um cenário muito interessante para a construção de aprendizagem, mas se a tentativa é usar os jogos só para ensinar ele vira uma coisa chata. O aluno joga uma vez e não joga mais".[1]
Para Schwartz, o principal desafio no uso dos games nos processos educacionais é superar três preconceitos: que os jogos alienam, que incitam a violência ou a competição exagerada e que são apenas brincadeira, ou seja, coisa para a hora do 'recreio'. "Os games na educação vão ganhar importância na medida em que essas visões forem abandonadas, ou pelo menos contextualizadas, aplicadas em casos concretos onde efetivamente podem existir esses riscos", Novamente Schwartz afirmou: "o uso dos games surge na medida em que percebemos o potencial de recorrer às novas tecnologias para desenvolver práticas pedagógicas capazes de combinar o pensar, o fazer (em especial, fazer novos games) e o brincar". Para ele, a reflexão sobre ensino e tecnologia tornou-se absolutamente prioritária, mesmo entre aqueles que são contra o uso de computadores, celulares ou tablets em sala de aula ou no processo de aprendizagem. [1]
Acreditando nesta proposta pretendo trabalhar com os jogos de Role Playing Game mais conhecidos pelo acrônimo RPG, que em português significa jogo de representação, que são considerados por alguns uma ótima alternativa para o desenvolvimento mental.
Os RPGs são jogos de mesa ou eletrônicos onde os jogadores são inseridos em um mundo imaginário, com um enredo que pode ser criado no momento do jogo ou anteriormente. Neste enredo o jogador poderá inserir suas ações, modificando o próprio enredo (Finais Alternativos, Múltiplos finais). Dessa forma, no RPG o jogador não é um mero espectador, mas um participante ativo, que como ator, representa um papel e como roteirista, escolhe caminhos e toma decisões nem sempre previstas pelo mestre, contribuindo na recriação da aventura. [2].
Objetivo
O objetivo é promover a inclusão de RPG em sala de aula e o RPG Maker nos laboratórios de Informática, incentivando os alunos desenvolver jogos e sua criatividade, que é um dos aspectos mais importantes a meu ver do que apenas conteúdo seguir com o conteúdo programático.
A importância do RPG
A motivação dos estudantes e a efetiva construção do conhecimento de forma ativa estão entre os fatores que levam a tornar os jogos tão úteis ao processo de ensino-aprendizagem. Dentre os diferentes tipos de jogos, o RPG é uma ótima opção para ser utilizada em sala de aula, pois este tipo de jogo tende a aperfeiçoar: habito de leitura, pensamento lógico, sentido de observação, planejamento de estratégias e a resolução de problemas e tomada de decisões [3] . Seguindo este contexto em que ele está inserido, este pode ser tratado como um instrumento lúdico com grande potencial educacional.
Este tipo de jogo possui três aspectos fundamentais, liberdade, regulação e separação, utilizando o conceito de que o jogo é aquilo que você faz quando está livre para fazer o que desejar [4] , portanto num sentido puramente formal poderíamos considerar toda a sociedade como um jogo, sem deixar de ter presente que este jogo é o principio vital de toda civilização. A conclusão é que sem o espírito lúdico a civilização é impossível [3]. Utilizando este conceito, fica claro que o lúdico na vida das pessoas possui grande importância e que o ato de brincar acarreta o surgimento de um universo imaginativo surpreendente, sendo este universo a base para a criação dos jogos em RPG.
Construindo RPGs Digitais
Um software amplamente utilizado para a criação de RPGs digitais é o RPG Maker® da Enterbrain, este software auxilia através de uma interface simples a criação de modelos, que vão desde cenários a eventos, que juntos formam o jogo em si. Ele possui varias versões, sendo a mais atual intitulada RPG Maker® MV, possuindo suas versões originais em inglês e japonês. Estou utilizando o RPG Maker® VX Ace em PT-BR adquirido na Steam que é uma central de distribuição digital de jogos, dona de um conteúdo vasto e com milhões de usuários ativos no mundo todo. O serviço, lançado em 2003, ganhou popularidade e infraestrutura ao longo dos anos, e hoje recebe milhões de acessos diários. No site: http://store.steampowered.com/about/, o seu download é subdividido em duas partes, a primeira contendo o programa em si e a segunda contendo o RTP (Run Time Package) que possui os sons, imagens e outros arquivos essenciais para o funcionamento do programa. O RPG Maker® é construído na base de uma linguagem de programação chamada Ruby (RGSS3), não sendo, porém, obrigatório o domínio dessa linguagem pelo criador do jogo, já que o pacote vem com uma quantidade considerável de scripts, ficando a critério do usuário o aprimoramento da linguagem para implementação de inúmeros outros recursos no momento do desenvolvimento dos projetos. Como o software possui um modo gráfico, onde o criador do jogo pode modificar desde o banco de dados até o uso dos scripts presentes, a sua manipulação ajuda muito aos leigos em programação.
O RPG Maker® VX Ace foi escolhido como software (como o próprio slogan sugere Simples para uma criança, poderoso para um desenvolvedor) exemplo devido à sua facilidade de uso para pessoas que não possuem muita experiência na área computacional (Programação) e pela possibilidade de adicionarmos conteúdos pessoais.
O RPG Maker® VX Ace como ferramenta de construção de Jogos com Temáticas Educacionais
Sendo professor e educador social a cinco anos utilizando jogos de tabuleiro em sala de aula, depois utilizei a ferramenta Scratch (é uma linguagem de programação desenvolvida por Lifelong Kindergarten Group no Media Lab, MIT) http://scratch.mit.edu/, decidi não trabalhar com Os jogos Educativos, pois se a tentativa é usar os jogos só para ensinar ele vira uma coisa chata. O aluno joga uma vez e não joga mais e não se motiva e, portanto não absorve o conteúdo proposto.
A praticidade do RPG Maker® VX Ace facilita a sua utilização para a construção de Jogos com Temáticas Educacionais, já que não são necessários conhecimentos avançados de informática para sua construção. Neste trabalho apresentamos o desenvolvimento do RPG: O Jogo Dragon Shadow Sword of Light é um RPG/ Fantasia com alguns Mini Games Educativos como, por exemplo: MOG - YuruYuri - Perfect Math (1.0).
Resultados
Durante a apresentação do jogo aos sábados na E. E. Professor Antônio José Campos de Menezes Suzano-SP no projeto Escola da Família, foi claramente observado a motivação com que crianças e adolescentes jogavam. Observamos também que o jogo estimulou os participantes a levantarem dúvidas e se interessarem pelo assunto proposto, além do interesse pelas Cutscenes feita para o jogo. Pretendemos dar andamento ao desenvolvimento deste RPG e iniciar outros com o propósito de construir um repositório de jogos RPGs associados com assuntos ministrados nos ciclos fundamental e médio. Esse projeto também se enquadra dentro de um projeto maior que visa buscar recursos e parcerias para o desenvolvimento de outros jogos digitais.
Agradecimentos
Gostaria de agradecer seguintes colaboradores:
JoeFather (J.G. Costa) Roteiro(apoio)
Desenhista/Animador: Luiz Felipe Martins
Beta Tester/Colaborador: Junior De Sousa
Beta Tester/Colaborador: JoeFather (J.G. Costa)
Colaborador: Rodrigo Carneiro
E. E. Professor Antônio José Campos de Menezes Suzano-SP
Beat Surf Roupas e Acessórios
https://www.facebook.com/beatsurfsuzano?fref=ts
Star Gleen administrador do fórum Condado Braveheart
http://www.condadobraveheart.com/
http://centrorpg.com/index.php
http://www.mundorpgmaker.com.br/
http://www.rpgmakerbrasil.net/forum/index.php
E para todos os Makers e apreciadores de RPGs.
Referências Bibliográficas
HUIZINGA, J. Homo Ludens. São Paulo: Perspectiva, 1993. [4] ORSO, Darci. Brincando, Brincando Se Aprende. Novo Hamburgo: Feevale, 1999.
KRULIK, S. REYS R. E. A Resolução de Problemas na Matemática Escolar.
São Paulo, Brasil: Atual, 1997.
MACEDO. Os Jogos e o Lúdico Na Aprendizagem Escolar.
Lino Macedo, Ana Lúcia Sícoli Petty, Norimar Christe Passos.
Revista Maker The RPG. N°1, Pg 20, 2012, Braveheart.