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"Água mole em pedra dura tanto bate até que fura... Bem, exceto se você alterar as configurações de resistência elemental do seu projeto!"
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[GUI THE MAKER SEMANAL] - ANTES DE MAPEAR, ESBOCE! A ARTE DO MAP SKETCHING

Gui Masculino

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09 de Julho de 2022
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Saudações, corações valentes!

Você já abriu o RPG Maker animado pra começar um novo mapa, arrastou umas árvores, colocou umas casinhas… e depois de um tempo, olhou pra tela e pensou: “tá bonito, mas tá meio sem graça”? Eu já. Várias vezes.
Foi aí que um amigo (o @Delayzado ) me deu um conselho que, no começo, eu achei meio “burocrático demais”:

fazer um esboço do mapa antes de abrir o programa. Pode ser no papel, no Paint, na parede da sua casa com giz de cera, etc. Hoje, entendo que isso não só me salvou de muito retrabalho como também melhorou muito o design dos meus mapas. E, sim, isso tem nome: map sketching.

1184643.png

"Não quero o segundo lugar. Tudo o que faço é para ser a número um!"
-Daiwa Scarlet (Uma Musume: Pretty Derby)

MAP SKETCHING/PROTOTIPAGEM NO PAPEL
Map sketching, ou esboço de mapa, é basicamente planejar a estrutura do seu mapa antes de construí-lo visualmente no RPG Maker. Isso vem do mundo do level design, onde muitas vezes os desenvolvedores usam protótipos simples para testar caminhos, distribuição de inimigos, objetivos e ritmo da exploração. Num jogo 3D, por exemplo, isso é feito com caixas cinzas (o famoso greyboxing). No nosso caso, pode ser tão simples quanto um desenho no papel com quadradinhos, setas e anotações do tipo: “NPC aqui”, “cofre secreto ali”, “atalho nesse canto”. Essa técnica foca no funcionamento do mapa, o layout, a lógica, o fluxo, antes de você se preocupar com os detalhes estéticos. É como fazer o rascunho de uma pintura antes de colorir.

E por que isso é útil? Porque evita perder tempo. Sério. Quantas vezes você já fez um mapa bonito, mas depois percebeu que ele era ruim de explorar? Ou que o espaço estava mal distribuído? Ou que o jogador podia se perder facilmente? Com um esboço, você consegue planejar onde o jogador começa e onde deve chegar; imaginar obstáculos, caminhos alternativos e segredos; posicionar NPCs, itens e eventos de forma mais lógica; e criar mapas mais coesos com a narrativa e com os sistemas do jogo. Além disso, desenhar antes te ajuda a enxergar o jogo como o jogador vai experienciá-lo, e não só como algo bonito no editor.

E vale dizer: não precisa fazer esboço de todos os mapas. Mas quando você sente que aquele mapa é importante, uma dungeon, uma cidade com caminhos intricados, ou até uma área com múltiplos objetivos, o sketch salva.

Eu também sou do tipo que gosta de abrir o RPG Maker e sair mapeando na intuição. Mas aprendi (às vezes na marra) que dar esse passo pra trás antes de começar economiza horas depois. E mais: deixa o jogo mais gostoso de jogar. Experimenta no próximo mapa. Rabisca. Testa ideias. Faz feio primeiro, depois bonito. É só mais uma ferramenta no seu cinto de game designer.
E se você, como eu, já sofreu fazendo mapas que pareciam bons mas “não funcionavam”, talvez seja hora de testar o tal do sketch.
 
Ótima matéria, Gui!

Bem, sinceramente, acho que fiz map sketching no máximo umas duas vezes na vida e olha lá! Mas, com certeza, trata-se de uma boa prática, pois pode auxiliar na parte de planejamento do mapa, oferencendo ao desenvolvedor uma visão um pouco mais clara de como poderá ficar o mapa antes mesmo dele estar 100% finalizado.

Na prática, ainda que não seja algo recomendado, eu pessoalmente costumo mapear diretamente no editor mesmo kkk. Considero se a construção terá origem humana ou origem na natureza; depois crio uma macroestrutura no mapeamento, com base na origem da construção citada anteriormente. Por exemplo, se for de origem humana tento fazer construções com formatos mais simétricos na macroestrutura, porém, se a construção for oriunda da natureza, tento montar desertos, florestas, morros, montanhas e etc. da maneira mais assimétrica possível; por fim, concluída a macroestrutura, aí começo a preencher os detalhes do mapa e "zé fininho"!​
 
  • Uau
Reações: Gui
A dica é boa, e bem padrão em arte. Ninguém começa um desenho pela lineart, pelo menos, não se você quiser que o desenho fique bom.

Mas acho que o post falha um pouco em explicar o motivo que um rascunho é tão poderoso em aumentar a qualidade do mapa final. A ideia geral é que formas simples são bem mais fáceis de alterar do que um desenho completamente detalhado:
Como você menciona no post, um efeito colateral comum de não trabalhar uma versão simplificada antes de ir pra versão final/detalhada é que é bem possível você não conseguir salvar o mapa e no final criar um novo do 0.

Com isso você pode focar no absoluto mais importante do que você tá mapeando sem se importar muito com o design das casas, as árvores ou seja lá o que você quer adicionar ainda.

E quem não quer puxar um lápis e papel pra todo mapa, isso não necessariamente precisa ser feito dessa forma, o conceito de um esboço não é definido pela mídia que você usa e dentro do próprio RPG Maker algo do tipo pode ser feito.

Digamos que você queira desenhar um mapa montanhoso com um riacho cortando ele no meio e algumas árvores no meio dele só pra enfeitar um pouco... ao invés de ir direto fazendo as paredes das montanhas, botando todos os detalhes no lugar eu recomendaria começar pelo absoluto básico:

Faz umas linhas simples simbolizando mais ou menos o formato que o riacho vai tomar, depois vc pode pegar 1 único tile representando onde as montanhas vão estar sem se preocupar em dar detalhe nem nada, e por fim, você pode criar os caminhos que o jogador vai seguir e nisso você deve sair com algo assim:
1.png

Um benefício de fazer isso na própria engine é esse estado do mapa já te permitir fazer uns testes importantes tipo ver se o tamanho do mapa é do seu gosto, se não tá muito demorado de explorar, muito rápido, etc... já que isso não vai mudar muito se vc enfeitar ele mais.

Você pode levar o conceito mais adiante com uns eventos vazios só com gráfico ou um nome simbolizando o que eles vão ser no futuro, mas a ideia é realmente só diminuir o seu mapa pros elementos mais básicos possíveis e ter certeza que ele já funciona dessa forma antes de se matar colocando todos os detalhes na tela só pra no final você não gostar.

Enfim, obrigado por compartilhar essa dica! É uma daquelas coisas que parece bem óbvio quando a gente começa a ver os frutos, mas se você não sabe os benefícios parece bastante um esforço "inútil" ou desnecessariamente convoluto quando ele realmente não precisa ser.
 
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Reações: Gui
Taí uma técnica que eu desconhecia o termo mas que sempre usei kkk. Eu costumo desenhar os mapas mais complexos numa folha em branco primeiro, de forma bem tosca mesmo, dando foco aos lugares onde o jogador vai passar (como se a própria rota dele fosse um puzzle) e aos pontos de referência como casas, pontes, encostas etc (planejar a geografia, o clima e a iluminação do mapa também é importante). Isso ajuda e muuuito na imersão do jogo, do contrário o mapa pode ficar inconsistente e sem graça (e isso se ele não virar um "campo de futebol vazio"). Aí depois eu passo tudo pro Maker e vou ajustando os elementos para que tudo case de forma natural.
 
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