Sim, claro, porque se a pessoa é pobre, tem dificuldades para ingressar numa universidade, precisa trabalhar e estudar, se é mulher ainda tem que cuidar sozinha do filho porque o pai é ausente e não paga pensão, a culpa é sua, você que não se esforçou, você que não tem ambição, você que é preguiçoso e vive de Bolsa Família. Claro, a boa e velha meritocracia que responsabiliza indivíduos isolados e ignora o todo. Bom, pelo menos você está realmente de acordo com o liberalismo.
Uma sociedade nunca será próspera se o individuo não tem responsabilidade pelos seus próprios atos. É justamente esse limiar que separa esquerda e direita. Não se trata somente de meritocracia, mas uma visão da humanidade. Eu acredito que a humanidade por N características nunca se desenvolve e evolui se a crença da responsabilidade coletiva é praticada. E felizmente não foram 1 nem 2 pessoas que eu consegui mostrar essa visão de mundo e hoje estão muito mais prósperas. Temos que ensinar nossas crianças a serem pessoas capazes, críticas e pró-ativas. Não tratar nosso povo como gado, uma vítima destinada a ser abatida.
E não sou contra cotas por condição econômica, muito menos politicas de igualdade, desde que as mesmas sejam feitas com inteligência e com objetivos claros. Porém o país seria muito mais justo e igual (e as pessoas necessitariam cada vez menos de assistencialismo) se o governo não concentrasse em si tanto poder de capital como concentra hoje.
Ellye comentou:Não querendo me envolver mais na discussão, mas só notando que os EUA não são um exemplo bom de nada relacionado com a forma de monetização de serviços públicos.(Nos EUA mesma coisa, até as públicas são pagas, mesmo assim estão entre os países com maior porcentagem de pessoas no nível superior.)
Eles tem uma crise de divida estudantil borbulhando para estourar nas próximas décadas, a maioria dos formandos lá simplesmente não tem condições de pagar as dividas de financiamento que fizeram para pagar universidades.
Do resto, não discordo dos exemplos.
Nunca disse que é perfeito. Mas claramente há um abismo de desenvolvimento e qualidade entre aqui e lá. Aliás o FIES tem o mesmo futuro aqui no Brasil.